quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Resenhas Críticas

Espaço para postagens de resenhas críticas elaboradas com o intuito de divulgar opiniões e fomentar a discussão acerca da produção literária contemporânea.




Courtney Brown
"Self Organization",
 aka, The octopus sculpture
Bronze, 3'x3', found typewriter
 http://cbrownsculpture.com/

sábado, 21 de novembro de 2015

Videoclipe

Obras

Videoclipes (entre o cinema e a música - a performance e a representação):


Another brick in the wall (Pink Floyd)


Happy (Pharrell Williams)

Do the evolution (Pearl Jam)


Express yourself (Madonna)


Born this way (Lady Gaga)

Graphic Novel

Obras

Batman – Terra Um (Geoff Johns e Gary Frank)

Demolidor – Fim Dos Dias (Brian Bendis e David Mack)


El Gaucho (Milo Manara e Hugo Pratt)

Fotografia e Televisão

Êxodos (Sebastião Salgado)

Êxodos (Sebastião Salgado)

Êxodos (Sebastião Salgado)

Êxodos (Sebastião Salgado)

Êxodos (Sebastião Salgado)

Ruínas - 1965 - (Roy Lichtenstein)

O banho turco de Ingres - 1967 - (Robert Rauschenberg)

Cabeças grandes - 1969 - (Pablo Picasso)

48 retratos - 1972 - (Gerard Richter)

Garrafa e Águia - 1977 -  (Georg Baselitz)

Terras - 1978 - (Christopher Knowles)

Retrato de Peter Ludwig - 1980 - (Andy Warhol)

Sem título - 1984 - (Jean-Michel Basquiat/Andy Warhol)

Próxima parada - 1989 - (Frank Williams)

Cabeça de criança - 1988-91 - (Gottfried Helnwein)

Televisão - séries

Breaking Bad (Direção: Vince Gilligan)

O tempo e o vento (Direção: Paulo José, Denise Saraceni  Walter Campos)

Cinema

Obras - Musical - Teatro -Metalinguagem

Ópera do malandro

Carmen (Direção: Carlos Saura)

Cisne Negro (Direção: Darren Aronofsky)

Tempos modernos (Charles Chaplin)

Birdman (Direção: Alejandro González Iñárritu)

Chicago (Direção: Rob Marshall)

Teatro

Teatro no Cinema

Deus da Carnificina

Peças

- A revolta da cachaça (Antonio Callado)
- O Boato (João Simões Lopes Neto)
Seis personagens à procura de um autor é uma das peças mais conhecidas de Luigi Pirandello.
Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Seis_Personagens_%C3%A0_Procura_de_um_Autor

Pintura

Grafite


Igreja da Pampulha - MG - Obras de Portinari



Civilização Mineira, Portinari.


Exposição "A restauração de uma ausência" Rian Fontenele







Escultura

Paradise in progress (Daniel Hourdé)

Paradise in progress (Daniel Hourdé)



Escultura de Aleijadinho - Igreja em Ouro Preto - MG

Estação da Luz - Museu da Língua Portuguesa- SP

Museu da Língua Portuguesa- SP

terça-feira, 17 de março de 2015

DANÇA

Resultado de imagem para tango danceResultado de imagem para MILONGA
Blog de turma :imagens nossas, Portinari: samba


A VALSA

Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranquila,
Serena,
Sem pena
De mim!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Valsavas:
— Teus belos
Cabelos,
Já soltos,
Revoltos, 
Saltavam,
Voavam,
Brincavam
No colo
Que é meu;
E os olhos
Escuros
Tão puros,
Os olhos
Perjuros
Volvias,
Tremias,
Sorrias,
P'ra outro
Não eu!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Meu Deus!
Eras bela
Donzela,
Valsando,
Sorrindo,
Fugindo,
Qual silfo
Risonho
Que em sonho
Nos vem!
Mas esse
Sorriso
Tão liso
Que tinhas
Nos lábios
De rosa,
Formosa,
Tu davas,
Mandavas
A quem ?!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas,..
— Eu vi!...

Calado,
Sozinho,
Mesquinho,
Em zelos
Ardendo,
Eu vi-te
Correndo
Tão falsa
Na valsa
Veloz!
Eu triste
Vi tudo!

Mas mudo
Não tive
Nas galas
Das salas,
Nem falas,
Nem cantos,
Nem prantos,
Nem voz!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!

Quem dera
Que sintas!...
— Não negues
Não mintas...
— Eu vi!

Na valsa
Cansaste;
Ficaste
Prostrada,
Turbada!
Pensavas,
Cismavas,
E estavas
Tão pálida
Então;
Qual pálida
Rosa
Mimosa
No vale
Do vento
Cruento
Batida,
Caída
Sem vida.
No chão!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
Eu vi!

(Casimiro de Abreu)


https://www.youtube.com/watch?v=kWMbL6y-zDs (Valsa do imperador)
https://www.youtube.com/watch?v=xzob7d5BoTE (Lago dos Cisnes)
https://www.youtube.com/watch?v=RYp8j2yxkyU (Candombe)
https://www.youtube.com/watch?v=Gcxv7i02lXc (Por una cabeza)
https://www.youtube.com/watch?v=m7mBnS5-07k (Perfume de mulher)
https://www.youtube.com/watch?v=bXhQNRsH3uc (Tango)
https://www.youtube.com/watch?v=qGaOlfmX8rQ (We will rock you)
https://www.youtube.com/watch?v=kdhTodxH7Gw (Libertango)
https://www.youtube.com/watch?v=riuF_Ur3unc (Bajofondo)
https://www.youtube.com/watch?v=WreY6NFHx24 (Milonga)
https://www.youtube.com/watch?v=s1L0lNiBnNM (Así se baila una milonga)
https://www.youtube.com/watch?v=bgig75U7AM0 (Dois prá lá, dois prá cá)

Acesse: http://gatopistola.blogspot.com.br/2011/05/tango-prologo-de-tango-discusion-y.html 

DOIS PRA LÁ, DOIS PRA CÁ

1.      Sentindo frio em minh’alma
2.      Te convidei pra dançar
3.      A tua voz me acalmava:
4.      São dois pra lá, dois pra cá

5.      Meu coração traiçoeiro
6.      Batia mais que o banguê
7.      Tremia mais que as maracas
8.      Descompassado de amor

9.      Minha cabeça rodando
10.  Rodava mais que os casais
11.  O teu perfume gardênia
12.  E não me perguntes mais

13.  A tua mão no pescoço
14.  As tuas costas macias
15.  Por quanto tempo rondaram
16.  As minhas noites vazias

17.  No dedo um falso brilhante
18.  Brincos iguais ao colar
19.  E a ponta de um toturante
20.  Band-aid no calcanhar.

21.  Eu hoje me embriagando
22.  De uísque com guaraná
23.  Ouvi tua voz murmurando
24.  São dois pra lá, dois pra cá.

(João Bosco e Aldir Blanc)

O poema como um todo é uma  metáfora ao sentimento de amor, representado por dois momentos de vida.  O primeiro (do verso 1 ao 20) retrata cenas de um baile ou festa onde o eu-poético tinha a chance de se aproximar da mulher por meio da dança.  O desejo e o nervosismo eram acalmados pela voz que ditava o ritmo da música e denunciados pelas batidas do coração.  A cabeça rodando mais que os casais apresenta não só o momento da dança, mas também as sensações que se confundem entre a felicidade de ter em seus braços a mulher amada e os sonhos de esperança que cultivou em solidão.
O segundo momento (versos 21, 22, 23 e 24) coloca o leitor na situação em que ele – o eu-poético – se encontra, onde a voz que antes ditava os passos da dança hoje representa a separação.  Separação esta que, apesar de não ser solitária, pois cada qual tem o seu par, é dolorosa para ele que relembra com saudades dos momentos vividos ao lado de sua amada.

A metonímia ocorre nos versos 1 e 4 que substituem o medo e a dança (no final, a retomada do verso 4  vai representar a separação dos dois), o que também acontece no verso 16 ao apresentar noites vazias em substituição a solidão.  Nos versos 6 e 7 ocorre símile por meio da comparação em níveis diferentes, já nos versos 9 e 10 há uma comparação entre cabeça e casais.  Há também um processo de personificação na ronda exercida pela mão no pescoço e costas macias (versos 13, 14 e 15).  O falso brilhante (verso 17) mostra a fragilidade do sentimento nutrido por ela, enquanto que os versos 21 e 22 apresentam as recordações fortes e doces na mistura de uísque com guaraná. 

MÚSICA

Resultado de imagem para ORAÇÃO DE SÃO JOÃO NOTAS MUSICAIS

A nomenclatura musical que temos hoje ficou famosa a partir do século XII e foi organizada pelo monge beneditino Guido d'Arezzo, que viveu por volta de 995 a 1050. Ele "batizou" as notas musicais aproveitando a primeira sílaba de cada verso do seguinte hino à São João Batista:
Ut queant laxis,
Resonare fibris,
Mira gestorum,
Famuli tuorum,
Solve polluti,
Labii reatum.

Tradução Literal
Que os servos possam
Ressoar com suas fibras
Tuas obras maravilhosas
Fazei com que todas
As manchas sejam perdoadas
dos nosso lábios impuros
Oh, São João

Tradução poética
Doce, sonoro
Ressoe o canto
Minha garganta
Faça o pregão
Solta-me a língua
Lava-me a culpa
Ó São João!


A tradução poética foi feita de forma que as sílabas iniciais fiquem conforme os nomes das notas que utilizamos, para que possamos compreender melhor a idéia da utilização deste poema.

Em cada verso o tom era aumentado para o grau seguinte da escala musical, o que facilitava ao estudante a compreensão do nome da nota em relação ao tom correspondente.

A palavra Ut ainda é usado na Franca. Mas, como ela era difícil de ser falada, principalmente nos exercícios de solfejo, foi mudada para um som mais suave e acabou ficando a palavra , possivelmente derivado de Dominus (Senhor). Esta mudança foi estabelecida teóricamente pelo italiano Giovanni Maria Bononcini em seu tratado "O Músico Perfeito", publicado em 1673.


O Si foi formado da primeira letra de Sancte e da primeira de Ioannes, que era a grafia latina para o nome João.

Nos EUA, o Si é Ti. Nos países latinos as notas também são representadas pelas letras "C D E F G A B".

Diz-se que um coral de meninos daquela época costumava, antes de suas exibições em público, cantar este hino, pedindo a São João Batista que protegesse suas cordas vocais.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Ementa, objetivos, bibliografia - Teorias e Práticas de Leitura

Nome da disciplina: Teorias e Práticas de Leitura
Código: 1320002


Departamento/s: Câmara de Ensino
Carga Horária Semanal:
Presencial: 3h/t+1h/p
Não presencial: 1h/e
Créditos: 5
Curso:
Licenciatura em Letras – Português
Professor: João Luis Pereira Ourique
Ementa:
A leitura de textos verbais e não verbais como fenômeno de língua e de linguagem.

Objetivos:
Oportunizar ao aluno condições que lhe permitam:
  • desenvolver uma prática reflexiva sobre a natureza, estrutura e funcionamento da língua e da linguagem, para que ele possa obter um bom desempenho de leitura, frente a diferentes textualidades;
  • lidar com uma diversidade de gêneros, tipologias e estilos discursivos, sob o ponto de vista de teorias linguísticas e literárias, com o intuito de proporcionar uma reflexão teórica acerca dos elementos constitutivos da linguagem.
    Bibliografia básica:
  • ISER, Wolfgang. O ato da leitura. São Paulo: Editora 34, 1999.
  • KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura: teoria e prática. 6 ed. São Paulo: Pontes, 1998.
  • MAINGUENEAU, Dominique. Discurso literário. São Paulo: Ed. Contexto, 2006
  • ORLANDI, Eni P. e LAGAZZI-RODRIGUES, Suzy. Discurso e textualidade. Campinas, SP: Pontes, 2006.
  • MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 1988.
    Bibliografia complementar:
  • BAZERMAN, C., DIONISIO, A. e HOFFNAGEL, J. C. (orgs.) Gêneros textuais, tipificação e interação. São Paulo: Cortez, 2005.
  • KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 1985.
  • MAINGUENEAU, Dominique. Elementos de linguística para o texto literário. São Paulo: Martins Fontes, 1996.